A Coasul Cooperativa Agroindustrial firmou na manhã do último dia 9 um acordo com a Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) e a Prefeitura Municipal de São João para o treinamento de cerca de 600 funcionários. Os colaboradores irão trabalhar no abatedouro de aves da cooperativa, com inauguração marcada para o dia 21 de junho deste ano. O Diretor Presidente da Tecpar, Aldair Tarcísio Rizzi, disse durante o encontro que “o papel do Estado é o de levar tecnologia e conhecimento a todas as esferas da comunidade”.

A primeira fase dos treinamentos será realizada em Agosto deste ano, sendo o primeiro módulo “Boas práticas de fabricação”, com 15 turmas compostas por 40 pessoas. Serão quatro horas/aula cada turma, totalizando de oito dias.
A Encarregada de Recursos Humanos, Aioli Regina Restelatto, explica que em uma segunda etapa os colaboradores irão conhecer em mais 10 dias: processos industriais, recepção, pendura e sangria, escaldagem e depenagem, evisceração, cortes e desossa, carne mecanicamente separada (CMS), pesagem e embalagem e expedição de resfriados e congelados. A idéia, segundo Aioli, é de que todos tenham qualificação em todas as áreas dentro do abatedouro. As aulas serão ministradas por consultores da Tecpar. Para Aldair Rizzi, a visão em diversificação de negócios, só é positiva quando a tecnologia está aliada a capacitação, por isso da importância de dar conhecimento aos futuros trabalhadores do frigorífico.

A segunda fase do projeto, como explica o gerente do abatedouro de aves, Amauri Ramos Antunes, será uma avaliação do nível de assimilação e aproveitamento do treinamento inicial.
Investimento – A contrapartida da Tecpar nesse projeto é de R$ 30.000,00 e do governo municipal R$5.000,00. Para o Prefeito de São João, Clóvis Cucolotto, essa integração com a Tecpar é muito importante para a qualificação dos trabalhadores e conseqüentemente para o desenvolvimento da região. “Espero que no futuro possamos formar novas parcerias”, finaliza.

Cooperativismo – Para o Diretor Presidente da Tecpar, Aldair Tarcísio Rizzi, o cooperativismo é a solução para diversos problemas. “Temos uma região produtora de grãos de qualidade, e mão de obra familiar. A avicultura se torna uma alternativa de renda e uma forma de fixação do homem no campo. As cidades não estão mais comportando tanta gente. Tenho certeza de que a melhoria na qualidade de vida é a industrialização”, ressalta.
Abatedouro e aviários – A Coasul iniciou em 2008 um inovador projeto de industrialização no Sudoeste do Paraná, com a construção de um abatedouro de aves, aviários e ainda uma nova fábrica de rações. O projeto beneficiará produtores e toda a população de um raio de 100 km do município. Serão abatidos inicialmente 75 mil aves por dia, durante um turno, fornecidas por mais de 100 aviários. Depois, com a agregação de outro turno, serão mais 75 mil aves/dia, gerando um total de cerca de 160 mil.

Os aviários possuem tamanhos diferenciados dos padrões normais e vão contar com as melhores tecnologias e infra-estruturas disponíveis. Treze aviários estão prontos e até o fim de março todos estarão alojados. O Fomento Avícola já iniciou a construção de mais 20. Alguns medem 150 x 16 metros e tem capacidade para 38,4 mil aves. Outros medem 150 x 36 metros, e em comum destacamos a grande capacidade de armazenagem das aves e tecnologia empregada.
Uma delas, o sistema Dark House, onde as aves vão permanecer em torno de 20% do dia no escuro e 80% com luz artificial controlada, causando assim menos estresse nos animais. Isso refletirá no aumento da produtividade, redução na conversão alimentar, qualidade na carcaça, maior quantidade de quilos por metro quadrado, melhor ganho de peso diário e, conseqüentemente, maior renda financeira e melhor viabilidade econômica para os produtores.

Fonte: www.aviculturaindustrial.com.br

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