Trazer a escola para dentro do escritório é uma solução para quem precisa desenvolver competências específicas na equipe ou mesmo elevar o nível educacional geral dos funcionários

Por Marina Vidigal
Marcelo Min 

Na GGD Metals, o pagamento de comissões cresceu 25% depois que os vendedores foram treinados internamente

Ninguém sai da escola pronto para vender aço. A distribuidora GGD Metals, de São Paulo, constatou esse fato e resolveu criar um curso para formar seus profissionais. A Universidade de Vendas de Aço foi inaugurada em 2009 e já capacitou cerca de 70 pessoas. “Uma venda benfeita minimiza o risco de perdas”, diz Gisele Irikura, gerente de recursos humanos da empresa e responsável pela coordenação do curso. “Um vendedor mais bem preparado consegue agir como consultor.” Os resultados não tardaram a aparecer: o pagamento de comissões sobre vendas cresceu 25% desde que a equipe comercial passou pelo treinamento.

Iniciativas como a da GGD se repetem em empresas dos mais diversos portes e setores. Em comum, atendem à necessidade de criar competências específicas, como no caso da distribuidora de metais, ou simplesmente de elevar o nível educacional geral dos funcionários. A varejista Multicoisas, sediada em Campo Grande (MS), exige que seus novos franqueados e suas equipes frequentem as aulas da Universidade Multicoisas por um mês. Além disso, os principiantes em suas franquias precisam fazer uma imersão de 15 dias na loja piloto da rede antes de serem considerados aptos a tocar suas próprias unidades. A empresa criou o curso há 17 anos e já treinou cerca de quatro mil pessoas.

Há quem invista também na instrução dos clientes. Na Sankhya, desenvolvedora de softwares de gestão empresarial de Uberlândia (MG), a certificação dos usuários de seus sistemas é requisito obrigatório. A Universidade Corporativa Sankhya, inaugurada em 2006, conta inclusive com cursos a distância. “No passado, era comum usuários responsabilizarem o sistema por falhas que eles cometiam”, diz Felipe Calixto, presidente da Sankhya. “Isso deixou de acontecer.” Desde então, a percepção da clientela sobre a qualidade dos produtos da empresa melhorou, o que ajudou a gerar novos negócios.

Fonte: http://revistapegn.globo.com

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