02 de junho de 2009 às 00:05

Por Karin Sato – InfoMoney

 Em palestra cedida ao ConviRH (3º Congresso Virtual de Recursos Humanos), a gerente-geral de Educação e Desenvolvimento de Pessoas da Vale, Cíntia Magno, afirmou que “pessoas são o grande desafio da Vale, que emprega mais de 100 mil trabalhadores, entre próprios e terceiros”.

Para se ter uma ideia, nos últimos cinco anos, o número de funcionários da Vale dobrou. “Isso reforça a necessidade de mão-de-obra especializada em nossa cadeia de valor”, diz Cíntia, ao lembrar que, ao longo de sua história, a empresa sempre investiu no desenvolvimento de seus empregados, pagando cursos não só a eles, mas também beneficiando suas famílias. Outra tradição era enviar talentos para estudar em grandes universidades e centros de pesquisa no exterior.

Por que a Valer nasceu

 Em 2003, poucos anos após a empresa promover uma mudança grande em sua governança corporativa, que traçou como meta o crescimento e a diversificação global dos negócios, foi criada a Valer – Educação Vale, que é o departamento responsável por desenvolver profissionais qualificados dentro e fora da empresa, para atuar na cadeia produtiva de mineração.

 ”A Vale queria dar um caráter ainda mais estratégico para a organização e, por isso, decidiu unificar as iniciativas de desenvolvimento de pessoas”, explica Cíntia. De início, a Valer – Educação Vale se chamava Vale – Universidade Corporativa. O nome acabou mudando em 2008, mas a visão se manteve: ser uma rede de excelência em educação, transformando conhecimento em resultados de negócios.

 A gerente explica que, como a Valer deseja estar onde está seu funcionário, ao longo de 2008, ela chegou a todos os continentes do mundo.

 O que é competência?

 A Valer trabalha com um conceito muito bem definido de competência. Trata-se de um conjunto de atitudes, habilidades e conhecimentos necessários à realização das atividades profissionais. Com base nisso, para desenvolver seus profissionais, é realizado um mapeamento dos processos e das competências de cada perfil dos profissionais das áreas de negócios da Vale.

 O motivo é que, sem modelos estruturados, baseados em competências, as ações educacionais catalogadas e oferecidas não possuíam uma clara conexão com as estratégias de negócio.

 ”Com a premissa de que o domínio de certos conhecimentos e habilidades é determinado pelo desempenho superior de cada um da empresa, o modelo baseado em competências se propõe a orientar esforços, buscando desenvolver e sustentar competências nos profissionais que são fundamentais aos objetivos estratégicos da empresa”, explica a gerente.

 Confira as fases das ações educacionais da Vale:

  1. Definição das necessidades e objetivos do negócio;
  2. Mapeamento de competências;
  3. Definição de um portfólio de ações de desenvolvimento;
  4. Priorização de ações;
  5. Implantação de ações;
  6. Avaliação dos resultados obtidos
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