RIO – Considerada uma das atividades com maior taxa de rotatividade de pessoal, a profissão de vendedor vem ganhando um novo status. Para vencer a concorrência e melhorar a qualidade do atendimento, marcas do varejo têm investido em capacitação e retenção de talentos. O resultado são profissionais que, além de acumularem anos de casa, têm salário acima da média e perspectiva de ascensão na carreira.

– A área de varejo ganhou impulso com a abertura de novos centros comerciais e o sistema de franquias, além do aumento do consumo da classe C. Ao contrário do que muitos pensam, os bons vendedores têm sido disputados pelas lojas, que estão cada vez mais exigentes na hora de contratar – diz Fernando Lucena, presidente do Grupo Friedman no Brasil, de consultoria e treinamento em varejo, que acaba de lançar o Programa de Atração e Retenção de Talentos (Part), direcionado a gestores que querem contratar profissionais de alta performance.

Falar um segundo idioma e ter conhecimentos de informática, além de experiência em vendas, são alguns dos requisitos que lojas que lidam com produtos de grande valor agregado – como roupas de marca, automóveis e joiasjóias – avaliam na hora da entrevista.

– Mais importante do que essas habilidades é a pessoa ter um perfil adequado ao cargo, o que inclui carisma, habilidade para se comunicar e gostar de gente. Técnicas de venda e conhecimento dos produtos podem ser adquiridos com treinamento – diz Carla Penha, gerente de Operações da Impecável, rede de roupas, calçados e acessórios, que começou na carreira como vendedora.

Não à toa, Diego Maia, presidente do Centro de Desenvolvimento do Profissional de Vendas (CDPV) identificou um aumento de 30%, este ano, na procura de grandes marcas pelos serviços de treinamento que a consultoria oferece.

– As empresas estão entendendo que uma equipe bem treinada vende mais, potencializando resultados em todo o processo – diz Maia.

Fonte: http://oglobo.globo.com

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