Voluntários e funcionários do Observatório Social de Campo Mourão tiveram ontem um dia de treinamento. Eles receberam informações para utilização do software de gestão usado por todos os observatórios em funcionamento no país. O sistema oferece mecanismos de controle das licitações públicas acompanhadas por voluntários e funcionários. Também foram discutidos mecanismos de captação de voluntários.

O coordenador do Observatório Social de Campo Mourão, Ater Cristofoli, diz que com o novo software será possível cruzar informações com observatórios de outros municípios e ter parâmetros dos valores pagos pelos serviços e produtos adquiridos. “O trabalho está comprovadamente proporcionado uma economia grande para os cofres públicos”, frisa. Na semana passada, por exemplo, a aquisição de remédios cujo valor máximo pago pela prefeitura numa licitação seria de R$ 540 mil, foram adquiridos por menos da metade do preço, graças ao acompanhamento da entidade.

De acordo com ele, entre as propostas da entidade para a gestão municipal com o objetivo de gerar mais economia aos cofres públicos, estão o controle da frota de veículos municipais e a adoção do termo de referência em processos licitatórios, que são parâmetros previamente estabelecidos para a compra de bens ou serviços pelos órgãos públicos. O Observatório inclusive encaminhou para a Câmara de Vereadores uma sugestão de projeto de lei sobre o assunto.

O do Observatório Social está presente em aproximadamente 40 cidades brasileiras, sendo 24 no Paraná. O diretor institucional do Observatório Social do Brasil, Sir Carvalho, diz que com software implantado em Campo Mourão será possível gerar relatórios sobre as atividades. “Estes relatórios devem ser apresentados para a população a cada quatro meses. O objetivo é que o trabalho seja realizado de forma totalmente transparente”, observa.

De acordo com ele o trabalho realizado pelos observatórios tem sido satisfatório. “Conseguimos uma economia real de R$ 56 milhões nos 42 observatórios. Além disso, depois que passamos a acompanhar as contas públicas, mudou a cultura dos administradores. Somos os donos do dinheiro e devemos fiscalizar os gastos”, diz.

Fonte: www.tribunadointerior.com.br

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