Vendo a madeira e as árvores: A psicologia do Big DataOlá amigos leitores do meu site. Estava lendo um ótimo artigo de Dilip Boury, consultor da IBM International  sobre as possibilidades do Big Data (os números impressionam, desde 1998, o número de pesquisas no Google por dia cresceu de 9800 para 5,1 bilhões e os envios para o YouTube saltaram para 4 bilhões, além dos 58 milhões de tweets por dia. Aproximadamente 11% da população mundial está no Facebook enviando 70 bilhões de novos conteúdos a cada mês. Esta proliferação de dados está acontecendo tão rapidamente que a IBM estima que 2,5 quintilhões de bytes de dados são criados diariamente e que 90% dos dados do mundo, foi criado nos últimos dois anos) quando um trecho em especial, reproduzido abaixo, me chamou a atenção:

Sobrecarga cognitiva –Em aclamado livro de Mark Haddon ‘The Curious Incident of the Dog in the Night Time’ o protagonista, Christopher, é um menino com Síndrome de Asperger. Ele diz que “as pessoas nunca olham para tudo – elas acreditam que estão olhando , mas continuam quase na mesma direção, como uma bola de bilhar que continua reto em direção à outra bola de bilhar. No entanto, Christopher diz que não pode fazer isso, porque ele percebe todos os detalhes de cada cenário onde se encontra e isso o deixa se sentindo sobrecarregado e incapaz de se concentrar no que está fazendo.  

Esta passagem me fez lembrar da questão dos índices de desempenho e a tentadora mania de estabelecer inúmeros índices para mensurar o sucesso da organização. Índices são importantes, o que não se mede não se gerencia, porém é importante estabelecer um numero adequado de índices e coletar apenas os dados que sabemos que serão úteis, caso contrário vamos nos distrair com informações falsas ou então estaremos tão focados em detalhes que perderemos de vista o quadro maior. É fundamental fugir da tentação e identificar quais informações são úteis para aumentar o desempenho da empresa e focar a atenção aqui. A carga cognitiva colocada sobre nossos ombros por grandes volumes de dados pode facilmente tornar-se uma quimera, um CEO de uma empresa global, por exemplo, pode dar uma olhada nos resultados de produtividade do ano passado para ter uma noção se a sua organização tem a estratégia e direção certas, mas é improvável que ele tenha tempo para ater-se ao detalhe de cada departamento ou função. Concentrar-se em questões específicas em seu departamento é atribuição de um gerente de linha de frente. Profissionais diferentes têm necessidades diferentes e precisam de suporte sob medida para entender e aproveitar ao máximo as informações que lhes são apresentadas.

Sabe aquela reunião de planejamento em que são apresentados 30 índices para mensurar o resultado dos negócios? Pois é.

Como questiona Dilip “O mundo do Big Data nos oferece uma oportunidade incrível e um grande desafio. Como podemos dar sentido a todos esses dados sem tornarmo-nos oprimidos?”

Vale a reflexão.

Adaptado de http://www.trainingzone.co.uk


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