Comunicação, gestão de pessoas e outras capacidades importantes para o profissional são vivenciadas em programa.

Universidade tenta nova abordagem para ensinar competências humanas a alunos de TINão é de hoje a necessidade de aprendizado de habilidades de comunicação por profissionais de TI.  Comunicação e gestão de pessoas estão entre os requisitos para a carreira na área, de analista a CIO. Mas ensinar aos alunos essas competências é uma tarefa difícil, sobretudo porque não se tratam de disciplinas convencionais.

“Habilidades humanas devem ser vivenciadas, não ensinadas. São valores, crenças, isso precisa de vivência e tempo”, explicou Luis Claudio Bido, da Bandtec, durante o IT Forum Expo/Black Hat 2013. Depois de algumas tentativas de ministrar palestras a seus alunos, a instituição criou um programa de vivência extracurricular para tentar mitigar a deficiência dessas habilidades e entregar um profissional mais preparado para as relações corporativas dentro e fora da empresa.

O Programa H, em prática desde 2011, não é oferecido dentro da grade curricular dos cursos e foi desenvolvido em cima da teoria de valores de Schwartz (1992). Ele trabalha valores opostos, como poder x universalismo, hedonismo x benevolência, conformidade e tradição x estimulação e auto direcionamento para formar um profissional capaz de lidar com conflitos, com melhor entendimento de quem ele é.

O sucesso do programa, para Bido, é a alta adesão voluntária dos alunos, que chega a 70% – o que pode ser explicado tanto pelo interesse dos alunos, como por uma outra visão dos próprios educadores em TI para como devem ser ensinados esses conceitos. “A gente observa essa abordagem em outras escolas. Em Harvard, por exemplo, houve uma série de mudanças no currículo da universidade buscando ampliar o conceito de áreas de atuação, um meio de ir além das disciplinas para que o estudante possa se desenvolver, crescer”, expõe.

A ideia é que as disciplinas são muito limitadoras do pensamento. O programa se estende ao longo dos cinco semestres dos cursos, trabalhando situações que muitas vezes acontecem durante as aulas convencionais. “Quando surge algum conflito numa disciplina, os professores me avisam e a gente busca trabalhar isso no Programa H. Os professores também estão envolvidos, porque para eles também são interessantes as competências humanas”, exemplifica. Além disso, as tecnologias hoje estão cada vez mais sociais, evidenciando ainda mais essa importância.

O centro da estratégia está em refutar a ideia, comum no meio de exatas, de que conhecimentos humanos são triviais e sem importância. Segundo o professor, isso veio de maneira história, porque na idade média, a criança começava a aprender gramática, lógica e retórica na primeira fase de ensino, denominada “Trivium”.

No público, Venicio Boas, security officer da Atlas Schindler, destacou que as empresas que buscam maior produtividade e integração entre o departamento de TI e outras áreas não podem desprezar competências humanas, e a relação delas com projetos de TI é mais simples do que parece. “No fim, se um projeto não pôde ser entregue por falta de porque não houve colaboração, o resultado é negativo. É o tipo de coisa que afeta a produtividade, e é esse o resultado que a empresa quer reverter”, resumiu.

Fonte: http://informationweek.itweb.com.br


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *