Vinte e quatro técnicos dos Laboratórios Centrais dos Estados do Pará, Rondônia e Tocantins participam, até esta sexta-feira (14), em Belém, do treinamento para o Programa de Análises dos Medicamentos Antimaláricos, criado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da Gerência Geral de Laboratórios de Saúde Publica (GGLAS), com o intuito de verificar a qualidade e eficácia dos medicamentos utilizados no tratamento de malária na região amazônica, que é uma região endêmica.

 A atividade é conduzida pela farmacêutica e especialista em Regulação e Vigilância Sanitária, Mariângela Torchia, técnica da Anvisa. Trata-se de um desdobramento já previsto a partir da criação da Sub-Rede Analítica de Antimaláricos, que visa fortalecer as atividades para medicamentos antimaláricos, que realizam os Laboratórios Centrais dos Estados da Amazônia Legal, entre os quais o Pará, o primeiro dos nove a sediar esse trabalho. De forma sucinta, a Anvisa quer saber se os medicamentos estão chegando com qualidade aos pacientes e o tratamento está sendo eficaz.

 “O primeiro treinamento foi sobre rotulagem e foi realizado em Brasília. O treinamento atual abrange a parte técnica, incluindo práticas como a contagem de colônias, com carga horária de 40 horas, atualmente executado nas dependências do Lacen do Pará, com a presença de 20 profissionais locais, dois oriundos de Tocantins e outros dois de Rondônia”, explica Mariângela Torchia. A escolha do Pará não foi à toa para sediar o primeiro treinamento do gênero, o qual servirá, a longo prazo, para inspirar atividades similares a serem aplicadas a outros programas, como o de Tuberculose.

 Treinamentos similares estão previstos para acontecer no Lacen do Amapá, entre 1 e 5 de outubro, e no Lacen do Amazonas, em novembro. Todos seguirão com a mesma lógica da que está sendo aplicada no Pará, ou seja, com parceria da Fundação Ezequiel Dias (Funed) e dos Lacens da Amazônia Legal (Acre, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Roraima, Rondônia e Tocantins).

 O cenário atual da malária no Pará passa por um momento favorável de diminuição de casos. Segundo informa a Coordenação Estadual de Controle de Endemias, 61.752 casos da doença foram confirmados entre primeiro de janeiro a 10 de setembro deste ano, o que corresponde a uma redução de mais de 30% se comparado ao mesmo período do ano passado, quando o Pará registrava 84.591 casos.

Fonte: http://www.agenciapara.com.br


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