Ser facilitadorNova semana começando, novo programa de capacitação iniciando com 6 turmas num importante cliente. Conhecer gente nova, enfrentar o desafio da comunicação com diferentes perfis de profissionais em diferentes culturas regionais, atuar como facilitador. Alguns amigos por vezes me perguntam o que faz um facilitador, qual a diferença entre atuar como facilitador, instrutor, professor (não é tudo a mesma coisa?). Existem ótimos textos na web dissecando a questão de forma bastante elucidativa, por isso aqui vou me ater em alguns aspectos que considero bastante importantes.

Um dos grandes desafios de atuar como facilitador é gerir um grupo diversificado de pessoas a partir de uma variedade de vivências e estilos de aprendizagem, cada um tem sua forma de absorver o conhecimento e diferentes formas de participar das atividades propostas. Ao iniciar uma nova sessão de capacitação, as pessoas não informarão ao facilitador seu estilo de aprendizagem dominante, raras vezes alguém dirá, “sou mais cinestésico, mais auditivo, mais visual”, ele terá que observar a turma, sentir de que forma o conhecimento flui, adaptar seu discurso e suas ferramentas, afinal ele será responsabilizado pelos resultados daquela sessão de capacitação, por isso para alcançar os objetivos da equipe, terá que, entre outras coisas, motivar, facilitar o fluxo de conhecimento, comunicar de forma eficaz, construir confiança, e resolver conflitos.

Deve aprender a liderar as discussões e gerenciar proativamente personalidades diferentes. Nem sempre sabemos que experiências passadas – boas ou más – os membros da equipe tiveram um com o outro. Seja qual for a história, o papel do facilitador começa com a definição de uma base positiva para as interações da equipe:

  • Deve estabelecer um ambiente descontraído, onde todos são incentivados a compartilhar opiniões e idéias.
  • Buscar o envolvimento de todos e incentivar os membros mais silenciosos a falar.
  • Usar habilidades de escuta ativa, como parafrasear e fazer perguntas de esclarecimento.
  • Investir no respeito entre a equipe para que as tarefas que exijam tempo e esforço, fluam da forma mais produtiva possível.
  • Usar ferramentas de tomada de decisão participativas, e tentar garantir a participação ativa e o empenho da equipe.

Essencialmente é preciso ajudar a equipe a se adaptar às mudanças de direção, circunstância e prioridade durante a sessão de capacitação, já que pode haver momentos de ambiguidade e incerteza, estando aberto à mudanças, mantendo em mente o objetivo de aprendizagem final.

Enfim, um ofício delicioso, desafiador e edificante.

Uma excelente semana para todos


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