Monitores do Complexo Turístico Itaipu (CTI) e do Polo Astronômico Casimiro Montenegro Filho agora estão capacitados para receber visitantes com deficiência auditiva. A capacitação de 4 monitores e 4 colaboradores de departamentos administrativos do CTI, além de 2 monitores do Polo Astronômico foi realizada por meio do projeto de extensão da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Librastur.

 O curso, coordenado pela professora de Libras, Andrea Mazacotte, teve duração de 20 horas e orientou os monitores sobre como lidar com o turista surdo, a língua de sinais e a importância do turismo acessível voltado a esse público específico.

 Uma visita de um grupo de 10 alunos da Associação de Pais e Amigos dos Surdos de Foz do Iguaçu (Apasfi) ao Polo Astronômico, na quinta-feira (02), marcou o encerramento do curso. Além do Polo, o passeio se estendeu à visita panorâmica na Itaipu Binacional e Ecomuseu, na última terça-feira (30).

 Segundo Andrea, que também é surda, os deficientes auditivos precisam de mais informação. “É importante adaptar os passeios para pessoas com todos os tipos de deficiência, e não apenas para os surdos. Quando um surdo vem aqui no Polo, por exemplo, sai sem entender nada”, contou a professora por meio da linguagem de sinais.

 A monitora do Polo Astronômico, Liliane Trabuco, afirmou que o curso foi ótimo e que ficou com vontade de aprender mais. “Foi bom participar do curso, pois agora poderemos dar a oportunidade aos deficientes de conhecerem os atrativos. Antes do curso, os surdos tinham que vir ao Polo com um intérprete. A partir de hoje poderemos atendê-los adequadamente”.

 “Nossa ideia é fazer o curso novamente no segundo semestre. A partir dos relatos dessa primeira edição, outros colaboradores se interessaram em aprender mais sobre a cultura surda”, afirmou Debora Bastos, da área de Planejamento e Controle do Complexo Turístico Itaipu. Ainda segundo ela, o Librastur fez pensar sobre as adequações que precisam ser feitas no CTI para atender os turistas e visitantes surdos. “Questões simples como colocar legendas nos vídeos em português e entregar folders explicativos sobre as visitas podem ser resolvidas com mais agilidade”, pontuou.

 O projeto de extensão ainda contou com aulas teóricas e práticas, ministradas pela professora Andréa Carolina Bernal Mazacotte e por outros profissionais convidados, abordando temas como: quem são os surdos; o que é Libras; a universalidade da língua de sinais; variações linguísticas; alfabeto manual e soletração rítmica; meios de transporte e meios de comunicação; surdo e a tecnologia; turismo acessível; e história de Itaipu em Libras.

Fonte: http://www.cidadefoz.com.br


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