Pesquisa “O Retrato do Treinamento no Brasil 2013-2014”, coordenada pelo consultor e palestrante internacional Alfredo Castro, da MOT, revela, ainda, que as empresas ainda investem consideravelmente no desenvolvimento de Líderes.

– O investimento que as empresas brasileiras farão em Treinamento e Desenvolvimento em 2014 é maior que a projeção de aumento do Produto Interno Bruto do Brasil: 9%.Esta é uma das informações obtidas por meio da pesquisa “O Retrato do Treinamento no Brasil 2013-2014”.Divulgada durante o CBTD – Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento – que aconteceu no final de novembro, na cidade de Santos, em São Paulo, a pesquisa aponta as principais tendências do setor. “Este número confirma uma tendência de retomada dos investimentos em T&D como ação estratégica pelas empresas. É uma resposta para dar sustentabilidade ao crescimento do país”, avalia Alfredo Castro – especialista em gestão, consultor e palestrante internacional que é sócio-diretor da MOT, empresa especializada em Treinamento e Desenvolvimento Gerencial.Esta tendência se confirma também pelo aumento na média de dois valores: a remuneração mensal de quem recebe treinamento nas corporações e o investimento anual nos profissionais treinados. Nas 193 organizações pesquisadas – com cerca de 4227 colaboradores – o  valor médio do investimento anual por profissional é de  R$ 4.781,00. “O montante equivale a 86% da remuneração média mensal dos profissionais que receberam treinamento, isto é, para cada R$ 100 mensais de remuneração, as empresas investem R$ 86 em treinamento por ano”, ilustra.

O aumento do número de empresas que declararam ter Universidade Corporativa (11%) e um executivo-sênior dedicado às estratégias de treinamento, gestão do conhecimento ou de capital humano (55%) são outros dados relevantes que confirmam essa tendência.Entre os cinco temas mais presentes nos treinamentos estão Liderança (81%); Comunicação e Feedback (58%); Qualidade e/ou atendimento ao cliente (39%); Segurança e/ou treinamentos obrigatórios (22%) e Tecnologia da informação (17%). Mas não são apenas as próprias empresas que treinam seus colaboradores. A opção por utilizar fornecedores terceirizados de T&D – também tem crescido. A pesquisa mostra que 84% das organizações contratam fornecedores externos e adotam soluções terceirizadas como parte de sua estratégia para capacitar as equipes.

A pesquisa detectou, ainda, que a tendência de realizar a gestão do conhecimento como base da vantagem competitiva se mantém. “Um mercado tão complexo e cheio de variações demanda soluções de capacitação cada vez mais rápidas”, comenta Castro. Por conta disso também, a utilização de tecnologia, mídias sociais e outras conexões para realizar treinamentos – deixando-os mais interessantes e versáteis – vem crescendo. As empresas investem 21% do orçamento em treinamentos realizados com recursos tecnológicos, sendo que 11,8% do orçamento anual total é destinado ao e-learning.

O Treinamento e Desenvolvimento, de acordo com a pesquisa, também tem sido usado como parte da estratégia de engajamento e retenção de talentos. “Um ambiente que valoriza o desenvolvimento e o aprendizado é um dos mais importantes indicadores de mensuração para saber se a empresa é um bom lugar para se trabalhar”, afirma o especialista.

O desenvolvimento de líderes continua sendo uma preocupação nas empresas e, neste caso, ainda prevalece o treinamento presencial. “A natureza do treinamento exige que haja um laboratório físico”, avalia o coordenador da pesquisa. 80% das empresas entrevistadas prioriza o desenvolvimento de lideranças.

Mas o treinamento tem de vir acompanhado de resultados. Por isso, cresce também o interesse por mensurar os benefícios desse tipo de investimento. A pesquisa aponta que aumentou de 6% (2012) para 9% (2013) o número de empresas que buscam determinar também o impacto do treinamento nos indicadores do negócio ou resultados financeiros (baseando-se principalmente na relação entre investimento e resultado gerado pelo programa de treinamento).

E para os empresários que pensam em “pisar no freio” quando o assunto é T&D, Castro tem um importante recado: “Mesmo quando a economia não vai tão bem, é preciso continuar a investir em treinamento, pois o desenvolvimento humano mostra resultados no longo prazo”.

Este é o oitavo ano em que a pesquisa “O Retrato do Treinamento no Brasil” é realizada pela ABTD (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento) em conjunto com a Revista T&D Inteligência Corporativa e organizada pela MOT, com apoio da ASTD ( American Society for Trainning and Development).

Sobre a MOT

A MOT – Treinamento e Desenvolvimento Gerencial – é uma empresa de soluções em treinamento, desenvolvimento e gestão de pessoas. Desenvolve programas, palestras, projetos e processos de mudança para levar seus clientes – empresas dos mais variados segmentos – a conquistar competitividade e excelência de desempenho em seus mercados. Formada por uma equipe de cerca de dez profissionais, a MOT é liderada pelos diretores-sócios Alfredo Castro e Valéria José Maria.

Fonte: http://www.jornaldiadia.com.br