Por Alan Garvey

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Se você não pode provar o retorno sobre o seu programa de treinamento – aprendizagem real que é adotada e aplicada -, então você corre o risco de ter que cortar ou até mesmo perder este programa. Você pode pensar que o ROI é difícil de medir, no entanto, se você seguir estas regras rápidas, você estará no caminho para provar que seu programa de aprendizagem tem um impacto mensurável.

  1. Você não precisa ir tão longe no cálculo de ROI – Você só precisa provar, de uma forma razoável que o seu programa é um custo justificavel.
  2. Mudar o seu pensamento, de uma mentalidade de qualidade de programa para uma mentalidade de impacto e  resultados – ROI é mais do que um cálculo, é uma maneira de pensar. Profissionais de aprendizagem muitas vezes focam na qualidade de sua formação, em vez de focar o impacto da aprendizagem, assumindo que a qualidade leva ao aprendizado e o aprendizado leva ao impacto. Embora a qualidade seja importante, talvez ela não seja o suficiente para provar que o treinamento impacta positivamente o negócio.
  3. Calcular ROI continuamente de modo que você sempre saiba quanto beneficio o seu programa está gerando – Há duas maneiras de desperdiçar dinheiro em treinamento – treinar pessoas que não precisam ou treinar pessoas que não se beneficiam. Nenhuma dessas coisas tem que acontecer em seu programa, se você tem um controle sobre o que está funcionando e o que não está.
  4. Construir sua argumentação para o ROI passo a passo – Chegar ao ROI é como construir um processo judicial. Você faz argumentos e, em seguida, apresentar fatos para suportá-los. Em última análise, esses argumentos e fatos resultam em uma conclusão óbvia – de que o seu programa de treinamento gera mais valor do que custa.
  5. Quanto mais dados concretos você tiver, melhor – As pessoas-chave quando se trata de analisar o impacto de seu programa são tipicamente analíticas – COO e CFO, por exemplo – e provavelmente vão querer uma explicação de como você chegou à sua conclusão. Valide seus achados com os dados de tantas perspectivas diferentes quanto possíveis. Por exemplo “os trainees estarão aptos a assumir este projeto imediatamente após o curso”.
  6. ROI não é apenas sobre o dinheiro – Analise os resultados que levam ao ROI através dos seguintes quatro níveis de medição de aprendizagem: qualidade, eficácia, impacto no trabalho e resultados da empresa.
  7. Seja tão conservador quanto possível em seus cálculos de ROI – Baseie-se no impacto relatado na pesquisa de acompanhamento passada imediatamente após a aula mas lembre-se que, muitas vezes os alunos estão muito entusiasmados com a aprendizagem após a conclusão do curso, o que provoca distorções na avaliação de resultado. Os resultados do acompanhamento da pesquisa ao longo do tempo permitem uma medida mais verdadeira.
  8. Conheça as despesas de investimento – Sabendo-se que ROI, por definição, é um retorno sobre o investimento, fica lógico que o mesmo não pode ser calculado sem conhecer o próprio investimento. Primeiro, calcule o investimento: custo da classe adicionado ao salário dos aprendizes durante os dias dentro da classe. Em seguida, calcule o retorno: multiplique o salário médio dos alunos pelo porcentual dos que disseram que seu trabalho melhorou devido ao treinamento.
  9. Comunique a história por trás dos números – Quando você está discutindo o seu programa com as partes interessadas, indique claramente os objetivos de seu programa como você primeiro imaginou, os desafios que você enfrentou e como você superou-os para fazer a diferença para o negócio.
  10. Não desanime por números de ROI baixos – ROI baixo pode ser melhorado. Assumir uma postura proativa e uma visão abrangente de apoio ao trabalho e à adoção de boas práticas levará os números de ROI onde eles precisam estar e assegurarão a continuidade e o avanço dos seus programas de aprendizagem.

Alan Garvey é diretor, EMEA e Ásia, da ESI International . 

Adaptado de http://www.trainingzone.co.uk

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