Em 2011, foram R$ 20,6 milhões para capacitar trabalhadores nas quatro unidades do Brasil

Segundo Raimundo Ramos, gerente executivo de Recursos Humanos da empresa, as ações são direcionadas às necessidades do presente e do futuro. “Há alguns programas específicos para mensalistas que não foram criados pelo RH, mas em que o departamento atuou como facilitador entre as universidades e os funcionários”, explicou.
Um dos programas está ligado à AutoUni, universidade da Volkswagen na Alemanha voltada à capacitação técnica. “Trazemos tecnologia e consultores da Europa, professores do Brasil e da Alemanha que fazem um trabalho conjunto”, explicou.
Outra iniciativa de destaque da marca na operação nacional é a Escola de Excelência Volkswagen. Com o objetivo de treinar e multiplicar o conhecimento entre os empregados de todos os níveis hierárquicos, o programa oferece mais de 210 horas de treinamentos técnicos e comportamentais. As aulas são ministradas por instrutores internos, com tutores que acompanham cada tema.
Ramos também citou um programa destinado a líderes de células da linha de produção que teve início em 2006. “Esses profissionais têm participação essencial na produção dos veículos e, para fazer esse trabalho, pesquisamos todas as pessoas envolvidas na fabricação nas quatro unidades da Volkswagen”, disse. O processo contou com análise detalhada do trabalho, entrevistas individuais e, numa segunda fase, com workshop de validação da estrutura curricular.
O programa foi dividido em etapas e, atualmente, praticamente todos os líderes de células já participaram do Básico 1, que tem 300 horas de treinamento. Também foram formados instrutores e monitores. Segundo Ramos, hoje os líderes de células são os campeões em engajamento no trabalho.
A maioria dos programas desenvolvidos na Volkswagen ocorre dentro do horário de trabalho, o que evita o acúmulo de horas extras. “Também utilizamos o e-learning e temos parcerias com universidades”, disse.
Ramos finaliza afirmando que, para obter resultados no treinamento de pessoas, é preciso ter visão a médio e longo prazo. “Não podemos esperar por resultados imediatos. O treinamento tem de estar alinhado à estratégia da empresa”, concluiu.