Técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), das regionais de Santarém (Oeste), Transamazônica, Tapajós e Médio Amazonas, estarão reunidos a partir desta segunda-feira, 19, até sexta-feira, 23, em Santarém, para as oficinas pedagógicas do “Florestabilidade”, projeto da Fundação Roberto Marinho que tem a Emater como um dos seus parceiros. O projeto vai oferecer recursos pedagógicos, teóricos e práticos aos extensionistas rurais que serão multiplicadores das informações junto a comunidades de agricultores, a fim de despertar vocações para carreiras em manejo florestal e a difusão do uso sustentável das florestas.

Os treinamentos recomeçarão na próxima segunda-feira, 26, e vão até sexta-feira, 30, para a segunda capacitação de técnicos da Emater. Até o dia 30 serão capacitados 100 técnicos da instituição. O projeto, que também envolve professores da rede estadual de ensino, utilizará a metodologia do Telecurso. Os recursos pedagógicos incluem 15 teleaulas de 15 minutos cada, que vão ao ar todas as segundas-feiras. O “Florestabilidade: Educação para o manejo florestal” conta com o apoio do Serviço Florestal Brasileiro.

Nesta primeira etapa do projeto, os extensionistas aprendem por meio de uma rodada de palestras a respeito do manejo florestal comunitário como alternativa de conservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico, a importância da gestão das organizações para o manejo florestal comunitário, licenciamento do manejo florestal e manejo florestal de produtos de não madeireiros. Para o exercício prático, a equipe realiza visitas de campo na Floresta Nacional do Tapajós e no Projeto de Assentamento (PA) de Santo Antonio do Mojuí, respectivamente na quarta-feira, 22, e quinta-feira, 23.

O engenheiro florestal Ulisses Sidney, professor da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), um dos palestrantes do evento, considera de fundamental importância se obter os conhecimentos básicos de funcionamento da floresta. “Isso vai garantir a manutenção da floresta produtiva independente do tempo”, avalia o professor.

Ana Guerreiro, técnica da Emater, afirma que o treinamento vai possibilitar aos extensionistas o acesso a uma tecnologia diferenciada junto às comunidades, aperfeiçoando o conhecimento dos técnicos que já atuam como educadores em um espaço não formal, que é a comunidade. O resultado será uma diversidade de saberes gerados a partir das várias possibilidades da nova prática de comunicação. “Com isso, vamos associar os saberes da floresta com os saberes científicos”, ressaltou Ana.

Fonte: http://www.agenciapara.com.br


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