Olá amigos leitores do meu site. Compartilho com vocês uma excelente matéria publicada na revista Chief Learning Officer sobre aprendizagem e as vantagens de conhecer seus mecanismos na hora de conceber programas de Educação Corporativa. Por ser uma matéria longa, dividi em duas partes.

Boa leitura!

Graças a uma explosão na pesquisa sobre o cérebro durante os últimos 10 anos, os cientistas sabem mais sobre o cérebro do que nunca. Também houve avanços significativos na neuro-imagiologia com equipamentos e técnicas de análise. Estes avanços têm permitido aos cientistas compreender os novos aspectos da memória, cognição e como aprendemos.

CLOs antenados percebem que a capacidade do funcionário de adquirir, reter e usar os mecanismos da aprendizagem no trabalho é significativamente afetada pela forma como o cérebro funciona, e estão projetando programas de aprendizagem fundamentados nos avanços mais recentes da ciência para tentar transformar cada empregado em um top performer. Conseguir o máximo valor de aprendizagem através da realização de transferência de aprendizagem tem sido uma meta distante porque os programas são frequentemente entregues em formatos que não mapeiam a forma como os seres humanos estão conectados.

Isso está prestes a mudar.

Fazendo valer cada esforço
Como uma das maiores empresas de contabilidade profissionais no Canadá, a Crowe MacKay precisa formar seus quadros. Não só os funcionários precisam ser especialistas em práticas fiscais contábeis das empresas mas também devem acompanhar as mudanças constantes de regras e regulamentos.

“O treinamento é um grande negócio para nós”, disse Jackie Morton, diretor de recursos humanos da Crowe.”Investimos constantemente no treinamento de funcionários, é necessário para melhorar a eficácia da equipe.”

John Knoble, diretor mundial de aprendizagem da Ethicon, também viu a ciência do cérebro como uma estratégia de aprendizagem para o futuro. A Ethicon, fabricante mundial de suturas cirúrgicas e dispositivos médicos, traz para sua equipe de vendas um conjunto de programas de formação à cada ano, apresentando aos funcionários volumes complexos de informações necessárias para o desempenho das vendas. Mas quanto dessa informação foi retida uma semana, um mês ou até seis meses mais tarde?

Para melhorar o desempenho no trabalho, os funcionários tem que armazenar o conhecimento na memória de longo prazo e ser capaz de recuperá-lo facilmente quando necessário. Ambos Morton e Knoble implementaram um programa de aprendizagem que incorpora três estratégias cognitivas que têm sido utilizadas para melhorar a retenção do conhecimento e, consequentemente, o desempenho no trabalho. Estas estratégias podem ter um efeito significativo sobre a maneira como a aprendizagem corporativa é entregue.

Estratégia Cognitiva No. 1: “Recuperação Repetida”

Também conhecido como o efeito de teste, a recuperação repetida é a recuperação sistemática de informações da memória, como quando uma pessoa tem que lembrar a resposta de uma série de perguntas. Pedir a alguém para recordar a informação já foi uma maneira simples de avaliar o conhecimento adquirido, mas não necessariamente para dirigi-lo. Pesquisas têm demonstrado que o ato de recuperar informações da memória – mesmo pouco como duas vezes por exemplo – na verdade produz um traço de memória que é resistente ao esquecimento.

Pense desta forma, quando as pessoas deslizam para baixo num monte de neve, criam um sulco na neve. Quanto mais elas deslizar ladeira abaixo, mais profundo do sulco fica. Os caminhos no cérebro funcionam da mesma maneira.

Em um estudo de 2011, “Retrieval Practice Produces More Learning Than Elaborative Studying With Concept Mapping,”, os pesquisadores da Universidade de Purdue, Jeffrey Karpicke e Janell Blunt concluiu que a prática da recuperação produz mais aprendizagem do que o estudo elaborativo. Estudo elaborativo é a tradicional forma de estudo, normalmente adotada na escola e, muitas vezes, no ambiente de trabalho; que costumava ser considerada uma das melhores técnicas de aprendizagem para a retenção.

Alice Kim do Instituto de Pesquisa Rotman Baycrest e da Universidade de York também está realizando pesquisas sobre memória e aprendizagem. Os resultados iniciais de sua investigação em curso comparando estudo versus prática de recuperação em uma sessão de aprendizagem curta, mostrou que os participantes recordaram 38 por cento do conhecimento a partir da prática de recuperação versus 18 por cento do conhecimento do estudo.

Empregar a prática de recuperação em um ambiente de aprendizagem não significa que os funcionários têm que se submeter a testes rigorosos constantemente. Empresas como a Ethicon, Pep Boys e Capital BlueCross estão utilizando com sucesso programas de perguntas e respostas, onde os funcionários são apresentados à uma breve série de perguntas, muitas vezes, entre dois e cinco por dia. Se os funcionários responderem a uma pergunta corretamente um determinado número de vezes, eles acessam um novo material. Se a resposta for incorreta, lhes é dada a resposta correta, e será solicitado periodicamente que refaçam a atividade até que dominem o tema.

Crowe MacKay utiliza com sucesso a recuperação repetida, implementando uma série de perguntas diárias para testar o conhecimento do funcionário. “Começamos usando-as para reforçar a formação da equipe, em seguida, avançamos ainda mais com uma série de perguntas sobre temas específicos, onde sabíamos que o conhecimento era baixo”, disse Morton. “Temos visto elevações dramáticas na retenção do conhecimento que esperamos, se traduza em resultados finais.”

No próximo post, mais duas estratégias cognitivas, O efeito de espaçamento e a Codificação Profunda

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Adaptado de http://www.clomedia.com/


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